terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Nascimento de uma Reticência

Imagem tirada de: http://blogortografando.blogspot.com/2010/04/regras-basicas-de-pontuacao.html/



Olá amigos-leitores. Como estão? Esta semana revisitei o meu próprio blog, na companhia de uma amiga minha. Foi bacana. Mas isso só me serviu para, além de dar saudade e satisfação, perceber que já estava na hora de postar algo novo. Foi então que este poema me veio hoje de manhã cedinho. Tá bem quentinho! Dedico a todos que gostam de história simples.

Espero que gostem!







O nascimento de uma reticência




Um certo dia tropecei num travessão.
Foi então que uma pequena vírgula

Veio a mim para tirar satisfação.

Disse para eu ter mais cuidado!

Ameaçou chamar até os seus parênteses

Quando disse que tudo não passava

De um triste acidente.

Ela não não quis mais me ouvir.

Parecia ensandecida.

Foi então que foi chegando o seu marido, o ponto e vírgula.

Ele era mais calmo, mas não gostou muito do que viu.

E um cheiro de interrogação, pelo ar, logo subiu.

O que ele iria fazer?

Isso era o que todos queriam saber.

Foi aí que duas senhorinhas, as aspas, apareceram do nada.

Foi uma falta de educação...

Nem sequer foram citadas.

Junto a elas, chegou também o dois pontos.

Cara engraçado, só vive fazendo enumeração.

Começaram a deliberar sobre o estado do moribundo.

E chegaram a conclusão de que EU era um vândalo.

Não passava de um [safado] vagabundo.

Resolveram, então, ligar para os guardas colchetes.

Estes vieram com seu bastão de exclamação.

Queriam me prender sem nem me dar explicação.

Eu disse: Calma todos! Tenham paciência!

Será que vocês não vêem que o velho travessão

Só virou uma reticência?

Foi então que um senhor muito intrigante,

Que chegou sem ninguém notar, disse:

Voltem todos aos seus afazeres!

Já chega de desprazeres.


O rapaz está certo, afinal.

O Seu nome? Ponto final.



E foi assim que a reticência nasceu.







Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima (L)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Por Trás do Humor

Autoria da imagem: NurseJoy.

Olá amigo-leitores! Como estão? Bem, faz uns dias que escrevi esse poema. Estava com vontade de escrever sobre coisas diferentes. Rir, sem dúvida, é algo que eu gosto bastante. É uma defesa, um ataque, um modo de estar no mundo. Ao conversar com Roberta, outro dia, percebi que a diferença entre a tragédia e a minha tão estimada comédia, é apenas o ponto de vista. O lado que você se posiciona ou posicionou. As relações de troca das subjetividades risonhas, formas de estar sendo num mundo veloz, é isso que esse poema significa pra mim.
Espero, sinceramente, que gostem!



Por Trás do Humor


O drama é o pai do humor.
Sentimentos estranhos são agora o fiador.
Minha casa imaginária está alugada.
Tive que hipotecar meus pensamentos.

A piada mais simples...
A galhada mais alta...
Por onde anda o nariz da esfinge?
Minha dúvida não é mais imediata.

No prego, deixei meu sorriso.
Na mão, deixei a charada.
Vendo, também, terrenos no paraíso...
Juro a Deus, têm visão privilegiada.

Com uma risada, ganho o mundo.
Com a graça, me dou [por inteiro] de graça.
Contentamento no nada? Profundo!
Tiro sarro da minha própria desgraça.

Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima. (L)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Lembranças e Café




Olá amigos-leitores! Como estão? Bem, faz um tempinho que não posto. Na realidade escrevi muitos poemas nesses últimos dias, mas não estou muito certo se os devo postar. São bem diferentes. Mas bem, esse poema fiz num domingo de manhã, tentando escrever ou estudar outra coisa. Espero que gostem!!

Lembranças e café


Eu me faço no verso.
Esse é meu mundo.
Tudo começo pelo inverso...
Todo detalhe [pra mim] é profundo!

Abundante correnteza.
Paz solitária do amanhecer....
Tentativas de gentileza.
Pego-me perdido num breve espaço de ser


Identidade Rebuscada?
Garrancho aprumado.
Mas, na verdade, o que você quer?
Só algumas lembranças e um pouco de café.



Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima(L)


P.S. A forma é essa mesma! ^^

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Vidas Invisíveis



Olá amigos-leitores, esse poema é dedicado em especial a João, mas não só ele, dedico-o também a todos os outros moradores de rua. Faz tempo que eu e minha esposa discutimos muito essa temática tão delicada e preocupante. E recentemente a ajudei a concluir uma pesquisa sobre esse tema. Eu vejo os invisíveis. Interesso-me por eles. Afinal eu e todos nós somos os culpados por grande parte da condição de miserabilidade em que eles se encontram, bem como de seu sofrimento ético-político e psíquico. A psicologia pode ir muito mais além dos consultórios, e eu quero levá-la mais além, quero levá-la a eles.
Espero que gostem do poema.



Vidas Invisíveis


As ruas são muitas...
Guardam toda a amargura do mundo.
Mostram toda a violência gratuita.
Muitos só são vistos como imundos.

Ignorado, maltratado, humilhado...
O homem do saco, completamente invisível.
É esquecido até pelo Estado.
Sua presença é completamente desprezível [Completamente Descartável].

A rua da passagem...
É a mesma que dá abrigo.
Na sociedade da embalagem,
Não há lugar para mendigo.

Loucura é depois da carbonização de um homem [ou o que restou dele]
Só se pensar em mercadorias...
Nessa hora, todas as máscaras somem
E aparece só realidades frias.

Minha matemática não bate...
Quanto mais mendigos precisam que se mate,
Pra que você seja sensibilizado?
Do sofrimento deles, somo todos os culpados.

32 não é o bastante?
Não se preocupe.
Mais e mais estão chegando...
Agora as mortes são constantes.

A marquise é sua mãe.
O meio-fio, o padrinho.
Se matam por algumas migalhas de pães...
Quando são vistos, o são só como coitadinhos.

Seus gritos, quase mudos,
São ouvido por poucos.
O papelão é seu escudo.
Depois de tanto sofrer, se vêem ocos.

Nem o pão que o diabo amassou
Para eles é dado...
Se a um comerciante, perturbou,
Pro além, ainda hoje, é despachado.


Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima (L)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

2 Anos nas Nuvens! =D






Olá amigos-leitores! Que posso eu, dizer nesse momento? Acho que apenas uma coisa: Sou verdadeiramente feliz! Caramba, isso é bom de mais. E como vocês já sabem, a razão disso é uma coisinha bem pequenininha, a minha princesa-flor, Roberta. No último dia 10 desse mês, completamos 2 anos juntos. Dois anos do nosso primeiro beijo, que, pra mim, foi o meu casamento. O fato é que desde então, não sei mais o que é tristeza. Nunca fui tão amado e nem amei tanto algo como a amo. Quero dizer, com minhas singelas e rudes palavras, que, pra sempre serei teu, amor meu! E que o meu sentimento por ti só faz crescer, a cada dia. Eque por essa razão eu sei que é muito mais que somente amor! É algo mais grandioso, mais fantástico, mais maravilhoso! Muito mais que te amo, minha linda! Parabéns pra nós! Esse foram só os primeiros 2 anos do resto de nossas vidas, e da eternidade também! ^^
Ah! tou postando agora, com uma semana de atraso, porque foi quando eu tive um tempinho! [férias apertadas =D].
Espero que gostem!




Toda vez que te vejo,
Ainda me pego nervoso...
Coração se apreça com teu beijo.
Amo teu abraço gostoso.

Minha vida tomou outro rumo.
Só ao teu lado me sinto completo.
Você me pôs no prumo...
É quando estou com você, meu momento predileto.

Faz dois anos que sou muito feliz!
Com teu carinho, tenho um alento.
Sou teu eterno aprendiz! [Mais linda que uma flor de lis]
Tenho muito orgulho do teu talento.

Minha vida é repleta de um só sonho...
A cada dia mais surpreendente.
É uma graça o seu jeito risonho.
Fico feliz quando te deixo contente.

Você pra mim é perfeita! [E sempre será]
Não há adjetivos que a descreva.
De te amar a minha vida é feita!
E essa linda história, não há,
[Além de nós] Quem a escreva!

Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima (L)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A Psicologia no Verso




Olá amigos-leitores, como estão? Bem, esse poema foi feito ontem a noite, antes de dormir. Como sempre, os versos invadiram minha mente. Levantei no meio da noite para escrevê-los. Acredito que vieram por conta de uma conversa que tive com Ataídes, onde ele me disse que, ao contrario de mim - que me pauto na visão mais social, o discurso dele tenta ser o mais eclético possível dentro das muitas abordagens da psicologia. Foi pensando por muito tempo nessas e noutras frases que marcaram o fim da tarde de ontem, que escrevi esses versinhos. Espero que pelo menos a 4 abordagens principais se sintam contempladas, algumas mais, outras menos. Mas isso faz parte. Se fosse escrever todas por igual, esse poema não teria mais fim. ^^ Dedico-o a todos os meus amigos estudantes de psicologia e futuros colegas de profissão, mas em especial a meu brother Ataídes, a Isvânia, a Prochazka, Raul (primeiro a ouvir e a gostar) e a mais linda, inteligente e incrível psicóloga de todos os tempos - que por um acaso é minha maravilhosa esposa - Roberta.
Espero sinceramente que gostem! Esse eu, sinceramente, me afeiçoei muito.


A Psicologia no Verso


Eu sou o aqui... Sou o agora!
Sou todo um repertório de comportamento.
Reclamo o passado e vou me embora,
Formando todo o desenvolvimento.

Há muito que só faço sonhar...
Com duas luas brilhando a contento.
São as estrelas perdidas no mar,
Girando na ponta de um catavento.

[Espero que Freud consiga explicar...
Esse sonho perdido no vento.]

Perdido entre a solução, também estou.
Encontro-me na Identidade.
Múltiplas personalidades também estudou,
Mas prefiro as subjetividades.

Depois de tropeçar no devir...
Caiu num mundo de possibilidades.
Chega nos cantos somente para partir.
[Entenda!] Sempre existe outro modo de explicar a realidade.

Tenha calma! Não se assuste!
Não tenha medo e nem se ajuste!
A psicologia é assim...
É só um mundo novo que nunca terá fim!

Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima (L)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A política e as Calçadas.



Olá amigos-leitores! Como estão? Esse poema pequenininho nasceu de uma reflexão de cunho antropológico que fiz a cerca de como se procede o fazer político no Brasil. Gostaria de dedicá-lo a Roberta (minha esposa, com quem discuto bastante a respeito do tema), ao Raul (grande amigo que gostou da ideia) e aos amigos do grupo de estudo de Psicologia Política.
Fazer política, pra mim, e estar em um estado atuante dentro de si e do mundo, visando sempre todas as possibilidades. Fico muito feliz de entender a poesia como um instrumento pelo qual é possível se fazer a politização do coletivo, por meio da re-significação de símbolos, que constituem a nós e a nossas relações sociais, tal como Cristlieb.
Espero que gostem!



A política e as calçadas.


A política brasileira
É tal qual nossas calçadas.
São inacessíveis a quase todos.
Irregulares em vários níveis,
Incompletas e atrasadas.
Mas não se iluda.
Ela é dita [racialmente] democrática.
Mas é feita por criaturas...
Anaeróbicas e monocromáticas.

Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima (L)