quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Terças na copa




Olá amigos-leitores! Hoje posto uma poesia sobre um dos momentos mais legais das minhas semanas na UFAL, as terças-feiras, ou melhor, os almoços desta. Dedico a todos os meus amigos que dividem e constroem esses momentos comigo, em especial a Carlinda, que me intimou a escrevê-lo. E apesar de hoje ser quarta, lhes ofereço um passeio pelas terças, que se guardam, para sempre, em minha memória.
Obrigado meus amigos. É pra vocês cada um desses versos simples.
Espero que gostem!



Terças na copa


E tudo aconteceu de repente...

Assim como são as melhores coisas.

São todas diferente:

Pessoa, homem, mulher e moça!


É o mais esperado dos dias.

Todos se reunem num só momento.

Cria-se a luz, se faz alegria.

Brata-se um sincero acolhimento.


E nessas horas, se faz de tudo!

Se Mata e revive a saudade.

Fala-se de tanto, de meio mundo [até do mudo]...

Entre nós não há meias-verdades.


O almoço é saboroso.

No prato, tudo se reparti.

O resultado é pra lá de vistoso.

Adoramos o almoço da mãe da Taty!


Nesses rápidos encontros,

Se passa o tempo na fofoca.

Arrasa-se com o monstro.

Só tá faltando aparecer, na história, uma paçoca.


É na terça que se encontra os amigos,

Nuns poucos minutos na copa.

Ajudam, desvelam, produzem meu abrigo.

Me doam uma felicidade que ensopa.


São momentos em que se ri.

São instantes sem pressão de ser.

É um lugar que me faz sorrir.

De vocês nunca vou esquecer.


Tão aqui os versos que prometi.

Não precisam agradecer.

Me desculpem, tenho que partir,

Com um sincero tchau, ou um até mais ver.


Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima (L)

sábado, 8 de outubro de 2011

O Problema


Olá amigos-leitores. Como estão? Bem, hoje não quero falar muito. Dia estranho. Excesso e muitas faltas. Só quero dizer que hoje eu vi o abismo que construí. É tão fundo. Como pude? Não sei dizer, mas fiz. Tenho problemas. Mas também tenho alguns grandes problemas (como todos). Hoje só me deparei com um deles. E fui eu quem o criou...
Obrigado, minha amiga e companheira, como sempre você tá certa e eu errado.
Espero que gostem de algumas rimas tristes.


O Problema


O problema é meu...
O problema sou eu!
O convite é a parte mais importante do almoço.
O não-convite machuca, seu moço.

Não sou o centro.
Não sou o canto.
Perdi meu cetro.
Acabou o encanto...

Achava que não era tão mal...
Enganei-me, sou péssimo.
O afastado, o anormal...
O último a ser lembrado, talvez o centéssimo?

Fui destruído. Estou aos cacos [de novo].
Agora é ter paciência, achar a minha cola,
e montar cada pedacinho,
Me montar de outro jeito, com carinho.



P.S. apesar deu ser uma grande mentira... vi duas borboletas hoje.

Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima (L)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Poema Alagoano





Olá amigos-leitores. Hoje é 16 de setembro, dia da Emancipação Política de Alagoas. Foi, na verdade, como uma medida de represália para a malograda tentativa de Revolta Pernambucana, ou Revolta dos Padres - inflamada pelos ideais franceses proclamados pelos revoltosos, que procuravam, sobretudo, mudanças politicas -, que D. João VI repartiu o território da então província de Pernambuco, e elevou à qualidade de província a antiga comarca de Alagoas. Sei que a forma como nos emancipamos não foi a mais bela, mas isso é fácil de se falar hoje. Sugiro refletirmos sobre esse período mais afundo e tomá-lo como parâmetro para nossas ações futuras e melhorarmos a triste condição que nos encontramos hoje.

Mas independente disso, gostaria de dizer que Amo meu Estado! As pessoas me perguntam, as vezes, o porquê do nome do meu blog é Poesias, Paraíso e um tal de Boris. Bem, paraíso, pra mim, é o lugar onde eu moro, onde eu nasci e fui criado, é uma terra de águas, a minha bela Alagoas. Esse poema eu fiz no dia 28 de janeiro de 2011, logo após assistir um documentário que falava do período holandês no nordeste, sobretudo, em Pernambuco. (O que os documentaristas esqueceram é que Alagoas também tem marcas profundas desse período, que o diga Penedo e o forte Maurício de Nassau, que nem foram sequer citados). No fim deste, passou uma obra de João Cabral de Melo Neto, chamada Poemas Pernambucanos (que por sinal nunca a li). Foi Aí que eu resolvi criar um poema sobre minha terra e o fiz a partir do nome de algumas cidades e características do meu amado Estado.

Esperei todo esse tempo para postar esse poema hoje. E é com o lema do meu Estado que me despeço: Ad Bonum et Prosperitatem [Pelo Bem e pela Prosperidade].


Poema Alagoano


Quero lhes falar de um lugar encantado,

Que tem um povo alegre, pra lá de bem-humorado.

Nessa terra existem Belos Montes, Matas Grandes,

Bem mais que Dois Riachos, e o Deserto mais Feliz que já foi noticiado [encontrado].


Em sua história ocorreram diversas Batalhas,

Com direito a Poços e Trincheiras -

Cobertos pelas folhas daquela velha Palmeira, [trançadas por Índios] -

Onde lutaram o Major e o Marechal pela honra de nossa bandeira.


Descobri que nessa terra a Água é Branca. O Ouro é Branco,

Mas a Chã é Preta, que Maravilha!

Aqui a Igreja é Nova, a Capela é Branquinha.

Além disso, o Campo Alegra, e tem Campo que é bem Grande.

Na verdade, tem campo de todo jeito, como diz o seu prefeito.


Os Portos são de Pedra, mas Calvos e ficam Realmente perto do Colégio,

Pois lá o Rio é largo, e tem um bocado de Olhos d'Águas, que formam

Lagoas onde há Canoas. Sem falar no Mar, que aqui é pintado de Vermelho.


Ouvi um mói de estórias fantásticas sobre Piranhas, Carneiros, Jacarés e Homens.

E até de um Limoeiro que dava Cajú, e na terra do Junco, ficava.

Pertinho da Boca da Mata - que atraia todos aqueles Marinbondos

Por conta da doçura que aquele Pão emanava.


Esse local guarda um mundo de tesouros, 102 pra ser exato.

Quase 3 milhões de possibilidades para um mesmo ato.

E da cana-de-açúcar veio o doce, que compõe o viver daquelas pessoas.

Essa terra surgiu das mais incríveis águas, e no fundo eu sei

Que Há Lagoas [Alagoas].


Kellysson Bruno Oliveira Lima (L)


[Alagoas das águas doces, quentes e mareadas, que não tem sal nesse mundo que consiga deixá-las salgadas.]

domingo, 11 de setembro de 2011

Memórias Futuras

Imagem retirada de: http://www.saindodamatrix.com.br/

Olá amigos-leitores! Boa noite! Como estão? Bem, esse poema eu fiz um parte há um tempão, mas o deixei incompleto. Raramente faço isso. Só lembro que parei de escrevê-lo, mas não lembro o porquê. Então, agora há pouco, enquanto procurava uma apostila para revisar o conteúdo para a aula de amanhã, terminei por encontrar a folha onde escrevi o seu rascunho. Quando o reli, seu final veio como se já o tivesse escrito antes. Fala dum dos tantos devaneio que tive, e continuo a ter, sobre o meu futuro.
Espero, de verdade mesmo, que gostem! Mas peço, por obséquio, que o leiam devagar, e que enquanto isso, escutem a música que não saiu dos meus ouvidos enquanto escrevia. Todas as versões dessa música que existem - e são muitas- são maravilhosas, escolhi duas muito boas:
- Ira e Samuel Rosa

- Nenhum de Nós (AcústIco)

Agora, peço licença, pois tenho que voltar a estudar. ^^




Memórias Futuras


Eu vi um século inteiro,
Passar na minha frente num segundo.
Eu vi que era o derradeiro...
Vi o "por último" deixar o mundo.

E a história que corre
Em minhas veias, agora,
Carrega um tempo que se escorre,
Levando a mim mesmo sem demora.
[Levando as minhas lembranças embora....]

Descobri que, no final,
Absolutamente tudo era poesia.
É uma experiência surreal,
A qual me apego todos os dias.

Eu escrevo para viver
Vidas novas que nunca vivi.
É assim que engano a morte.
Diga a ela, tempo, que eu escapuli!



Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima (L)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Independência? Isso morde???


Olá amigos-leitores. Que dia bonito, hein?! 7 de setembro, o dia de nossa pátria soberana. Dia em que ganhamos nossa independência, certo? Bem, acho que não é bem assim. Infelizmente, desde pequenos, nos enchem com mentiras sobre a nossa própria história. Fazem de ladrões e interesseiros, nossos mais admirados heróis; e daqueles que deram e continuam dando, suas vidas por esta nação, apenas a triste solidão, poeira do esquecimento. Parece que ser brasileiro só é bom quando é época de copa, e olhe lá. Hoje fiquei muito triste ao entrar no twitter e ver os tópicos mais comentados, sobre o 7 de setembro praticamente só tinha besteiras sobre o feriado em si, por exemplo: agradecimentos por não haver aula ou trabalho e outras coisas. Esse é, pra mim, o reflexo de como a história, que tanto amo, tem sido passada e não-valorizada por nós brasileiros. E a todos que acham que a data de hoje serve só para desfiles sem sentido, ou em razão de um nobre história, escrevo este poema. E com toda a sinceridade, lhes digo que somente cresceremos enquanto nação quando a nossa educação e nosso povo for, enfim, levado a sério.
Viva 7 de setembro! Viva professores (sobretudo os de história)! Viva ao povo brasileiro!
Dessa vez espero que vocês mais que gostem, que reflitam e vão atrás do seu passado, pois ele lhe implica a todo o memento.



Independência? Isso morde???

Insistem em nos fazer...
Acreditar em contos de fadas.
Escolhem fatos ao seu bel prazer.
Mas acho que as coisas não foram bem assim, meu camarada.

Acredite, o "Grito do Ipiranga"
Tá mais para um cochicho.
Incerteza, inseguranças
O tal do príncipe não tava nem montado num bicho.

Sou muito brasileiro,
Pra admitir essa farça!
Há 189 anos enganam o povo inteiro,
Com essa estória sem graça.

A nossa história
Não está nesses livros...
Está a cada esquina,
Com o povo brasileiro, guardião da nossa glória.

Independência?
Acho que me falaram disso um vez.
Mas nunca achei que fosse verdade.
Só pode ser ficção, uma insensatez.

Viva 7 de setembro, o novo 1º de abril!
Independência sem educação, onde já se viu?
10% do PIB já, é do que o país precisa!
Não acredite no que falam esses cara-lisas!

E o "Independência ou morte!"
Tá mais pra: Independência, isso morde?
Sem ordem o progresso anda pra trás?
Que nada, pense direitinho, meu rapaz.

P.S. E eles ainda insistem em nos contar histórias mentirosas.
Mas somos mesmo é um país de falsos heróis e de sofrimentos verdadeiros!



Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima (L)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Escolho Lutar!



Imagens: manifestações no centro de Palmeira dos Índios e na frente da Reitoria da UFAL em Maceió. A última imagem (da esquerda para a direita) Prochazka, Roberta (minha linda) e eu na última manifestação em Palmeira.


Olá amigos-leitores! Fui acordado agora a pouco com um telefonema do prof. Saulo, me informando, entre outras coisas, que fora deflagrada GREVE pela UFAL, na reunião o corrida hoje. Já faz alguns dias que escrevi o poema abaixo. Acho que desde a última manifestação da UFAL - unidade acadêmica de Palmeira dos índios, no centro desta cidade. Escrevi esse poema (e nem o assinei) para responder o questionamento, que havia em um cartaz produzido pela galerinha massa do PET NESAL: Greve! o que tenho a ver com isso??? Acredito que aquele cartaz, contendo esse poema, foi lido por poucas pessoas, por isso, decidi postá-lo hoje, para incentivar todos os alunos da UFAL e de todas as universidades em greve espalhadas pelo país a fora, a entrar nessa luta pela educação, pois esta é uma luta que é de todos!
Espero que gostem e que lutem, aliais, lutemos todos juntos!



Escolho Lutar!


Não consigo vislumbrar...
Horizonte muito bom.
Com a situação do jeito que está,
Deixar para lá não é de bom tom.

Meu papel, eu vou cumprir!
Porém antes preciso me informar.
Da tal da greve não vou fugir.
Professores e técnicos eu vou apoiar!

Só lutando é que posso transformar
Essa realidade preocupante.
Por 10% do PIB já, precisamos batalhar.
Esse país precisa dar apoio ao estudante.

Enquanto se entender
Educação como despesa,
Miséria, ao seu redor, vai se ver.
É a educação a chave para a riqueza.

A nossa arma é a manifestação!
Para resolvermos esse problema...
Não fique preso a esse dilema.
Precisamos lutar! Tome logo uma posição!


Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima. (L)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Nascimento de uma Reticência

Imagem tirada de: http://blogortografando.blogspot.com/2010/04/regras-basicas-de-pontuacao.html/



Olá amigos-leitores. Como estão? Esta semana revisitei o meu próprio blog, na companhia de uma amiga minha. Foi bacana. Mas isso só me serviu para, além de dar saudade e satisfação, perceber que já estava na hora de postar algo novo. Foi então que este poema me veio hoje de manhã cedinho. Tá bem quentinho! Dedico a todos que gostam de história simples.

Espero que gostem!







O nascimento de uma reticência




Um certo dia tropecei num travessão.
Foi então que uma pequena vírgula

Veio a mim para tirar satisfação.

Disse para eu ter mais cuidado!

Ameaçou chamar até os seus parênteses

Quando disse que tudo não passava

De um triste acidente.

Ela não não quis mais me ouvir.

Parecia ensandecida.

Foi então que foi chegando o seu marido, o ponto e vírgula.

Ele era mais calmo, mas não gostou muito do que viu.

E um cheiro de interrogação, pelo ar, logo subiu.

O que ele iria fazer?

Isso era o que todos queriam saber.

Foi aí que duas senhorinhas, as aspas, apareceram do nada.

Foi uma falta de educação...

Nem sequer foram citadas.

Junto a elas, chegou também o dois pontos.

Cara engraçado, só vive fazendo enumeração.

Começaram a deliberar sobre o estado do moribundo.

E chegaram a conclusão de que EU era um vândalo.

Não passava de um [safado] vagabundo.

Resolveram, então, ligar para os guardas colchetes.

Estes vieram com seu bastão de exclamação.

Queriam me prender sem nem me dar explicação.

Eu disse: Calma todos! Tenham paciência!

Será que vocês não vêem que o velho travessão

Só virou uma reticência?

Foi então que um senhor muito intrigante,

Que chegou sem ninguém notar, disse:

Voltem todos aos seus afazeres!

Já chega de desprazeres.


O rapaz está certo, afinal.

O Seu nome? Ponto final.



E foi assim que a reticência nasceu.







Por: Kellysson Bruno Oliveira Lima (L)